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Uso de esmaltes coloridos em unhas sob tratamento.

Uso de esmalte colorido nas unhas com fungos.
9 de fevereiro de 2017 Marlon Barg

Gostaria de começar o meu texto com algumas perguntas para você. Leia e responda mentalmente:

  1. Você já ouviu alguma reclamação que aplicar esmaltes para tratar onicomicoses (é o nome correto para aquilo que você deve conhecer como micoses ou fungo nas unhas)?
  2. Você já percebeu que algumas vezes a adesão ao tratamento é prejudicada pelo fato de não poder usar esmaltes coloridos?
  3. Ou, o que você acha de poder ter uma orientação correta sobre como reduzir estes problemas ou reclamações?
  4. Por que as micoses de unha parecem desaparecer e depois voltam lindas (?), belas(?) e formosas(?)?

 

Eu tenho certeza que você, seja farmacêutico (a), dermatologista, podólogo (a) ou até mesmo paciente deseja saber como resolver esta situação de uma vez…Veja algumas dicas importantes para quem precisa se livrar da onicomicose e nunca consegue.

 

Tratamento de Onicomicose: Uma história sem fim?

Onicomicose é a infecção fúngica do leito ou da matriz ungueal. Estima-se que cerca de 4-18% da população seja acometida. Pode ser causada por fungos dermatófitos, não dermatófitos ou espécies de Candida. A onicomicose é comumente classificada como onicomicose subungueal distal de lateral, onicomicose branca superficial, onicomicose subungueal proximal e distrofia total com base no padrão e o local da infecção que envolva o complexo ungueal.

Aprenda conosco>> Ungueal

Adjetivo: relativo ou pertencente a unha…

A prevalência da onicomicose é determinada pela idade, ocupação, região climática e frequência de viagens. O aumento da idade da população, infecção por HIV ou terapia imunossupressora, participações esportivas, piscinas comunitárias e calçados fechados são os responsáveis pelo aumento da incidência. 

Há dois tipos de cura que devem ser observadas:

  1. Cura clínica – é a primeira visível (e quando ocorre o maior erro nestes tratamentos). Falando de uma maneira simples: a cura clínica é aquela que “parece” que o quadro se resolveu, mas nem sempre isso pode ter acontecido. É quando você vê a melhora ou a resolução do quadro, mas pode ser que o agente causador ainda está presente;
  2. Cura micológica – é quando você finalmente (êeeee) se cura (messssmo!!). É quando aquele agente causador realmente desapareceu dali, morreu…foi exterminado de alguma forma e não vai mais causar prejuízos.

 

Mas, como estas micoses aparecem?

A prevalência da onicomicose é determinada pela idade, ocupação, região climática e frequência de viagens. O aumento da idade da população, infecção por HIV ou terapia imunossupressora, participações esportivas, piscinas comunitárias e calçados fechados são os responsáveis pelo aumento da incidência.

Existem grandes chances de você estar com uma unha feiosa faz tempo. Ou já tentou tratar (sem sucesso), ou nunca tentou (porque acha que ter unha feia é normal) ou ainda, porque já tratou (de forma errada) e a micose voltou. Você se encaixa em algum destes pontos?

O meu objetivo não é induzir à automedicação (sim, eu quero que você consulte um dermatologista para que ele investigue o seu quadro clínico e estabeleça a terapêutica mais adequada).

 

 

Opções terapêuticas mais prescritas:

  • Uso oral: antifúngicos como o fluconazol, itraconazol e terbinafinal.
  • Uso tópico: cetoconazol, ciclopirox, clotrimazol e até óleo de melaleuca.

Ao começar o tratamento prescrito, é sempre importante lembrar que: a cura micológica pode levar entre 4-6 meses para acontecer. Infelizmente, para saber (realmente) se o fungo foi exterminado daquele local, é preciso fazer uma avaliação laboratorial para identificar a presença  do agente causador.

 

Você sempre quis aplicar um esmalte cosmético para esconder as manchas de onicomicose?

Por ser um tratamento longo, as onicomicoses afetam a qualidade de vida dos pacientes. São comuns as queixas de baixa autoestima devido à dificuldade para disfarçar ou mascarar a aparência e coloração desagradável das unhas, provocadas pela infecção.

Até então, estudos prévios não recomendavam o uso de esmaltes cosméticos sobre os esmaltes terapêuticos devido à falta de dados clínicos, mas um estudo recente comprovou que a aplicação de um esmalte cosmético após o esmalte de tratamento não afeta a eficácia antifúngica. O que é uma notícia muito útil!

Deixa eu ver se você entendeu tudo:

  1. Onicomicoses e micoses de unha são a mesma coisa;
  2. O tratamento “real” só ocorre quando ocorre a cura micológica;
  3. Se você estiver aplicando algum esmalte terapêutico antifúngico (como o esmalte com amorolfina ou ciclopirox), pode disfarçar o aspecto das unhas aplicando posteriormente um esmalte colorido (que chamamos de esmalte cosmético.
  4. O dermatologista é o profissional que vai definir a estratégia de tratamento: a terapia oral e tópica é de grande utilidade e acelera em alguns meses a resolução do quadro.

 


Nosso departamento científico elaborou um paper para as farmácias de manipulação apresentarem aos dermatologistas. Confira aqui. Além das principais opções terapêuticas para onicomicoses estarem presente neste Super Formulário.


Dica final:

Melaleuca alternifolia (é daqui que se extrai o óleo – também conhecido como tea tree oil)

Existe um óleo essencial extraído da casca da árvore Melaleuca alternifolia, também chamado de óleo de melaleuca. Você pode utilizar como terapia alternativa coadjuvante:

  1. Este óleo deve ser usado puro e pode ser aplicado ao redor das unhas a serem tratadas (e nos dedos adjacentes também).
  2. Ainda, se você quiser, pode fazer uma compressa nas unhas a serem tratadas. Basta pegar o óleo, embeber um algodão e deixar uma hora sobre a unha.
  3. Em seguida, aplique o esmalte terapêutico e depois o esmalte cosmético.

Os componentes do óleo de melaleuca alteram a permeabilidade e a fluidez da membrana dos micro-organismos, alterações estas alcançadas, provavelmente, por ligações dos terpenos aos ácidos graxos da membrana lipídica, gerando assim instabilidade nas membranas celulares fúngicas, além de acúmulo de trealose intracelular (já sei, usei termos muito técnicos). Trocando por palavras que você entenda: o óleo de melaleuca torna os fungos mais susceptíveis à morte. Aprenda ainda mais aqui.