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Farmacêutico: O “dono e proprietário”. Cadê seu pró-labore?

Farmacêutico: O “dono e proprietário”. Cadê seu pró-labore?
23 de julho de 2018 Regis Luiz

Pró-labore: o salário do sócio

Você é sócio ou mesmo o único proprietário do seu negócio, da sua farmácia e assim como outros empreendedores talvez ache que ao “abrir mão” de um salário esteja ajudando sua empresa: erro comum.

Mas você sabe o que é o salário do sócio ou pró-labore? Vejamos a seguir a extrema importância de se denifir isso IMEDIATAMENTE.

Uma tarefa que muitas vezes desperta mal estar em muita gente é lidar com o planejamento financeiro de sua empresa, principalmente quando se é um “faz tudo”dentro da empresa, isso geralemente acontecem com pequenos empresários que tem que lidar com toda a estrutura de seu negócio por si só.

Quando você é um profissional formado para outras funções e competências, por exemplo: farmacêutico, mas é empreendedor e passa a ter que administrar a seu negócio, também terá que lidar com com a organização financeira de sua empresa. Ou seja, é “dono e proprietário” e trabalhador em tempo ”integral infinito”não é mesmo? Ai é que se encontra a extrema necessidade de se definir e seguir a regra do pró-labore. Alguns empreendedores não sabem o que ele é exatamente ou, por julgarem que estariam tirando um dinheiro importante do caixa da empresa, decidem por não definir um pró-labore. Erro que pode ser fatal.

O que é pró-labore?

Nas pequenas e médias empresas os sócios podem retirar dinheiro de duas maneiras: com o pró-labore e com a divisão de lucros. Não confunda pró-labore com divisão de lucros!

Pró-labore significa “pelo trabalho” em latim. Ele é a remuneração que o sócio recebe pelo trabalho executado dentro da empresa. Sendo assim, se o sócio não desempenha nenhuma função dentro da empresa ele não deve receber o pró-labore, apenas o que lhe cabe na divisão de lucros.

A Divisão de lucros é o que sobra depois de todos os custos, despesas e impostos serem pagos e geralmente é feita no fim de períodos maiores, como um semestre ou um ano. Se a empresa tiver prejuízo, não é permitido dividir lucros antes que as dívidas sejam saldadas. Empresas em crescimento também não costumam distribuir dividendos, porque elas reinvestem os lucros na ampliação do negócio.

Por que é importante definir um pró-labore?

Os motivos para a importância do pró-labore são muitos, mas se eu pudesse resumir em uma resposta, seria: para não enganar sua empresa.

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi a frase: “Eu não tenho salário. Faço retirada quando dá, quando não dá não recebo nada”. Quando os sócios não definem um pró-labore, a empresa é enganada pela “falta de custos” nos projetos em que eles participam, ou seja: se você trabalhou em um determinado projeto ou desempenhou qualquer papel dentro da empresa você também é um custo.

Ignorar este custo e retirar o dinheiro quando dá causa uma bagunça danada nas contas, especialmente na hora de avaliar o quanto deve cobrar por seus produtos e serviços. Isso é um erro comum cometidos pelos empreendedores!

Lembre-se: se um sócio desempenha uma função dentro da empresa, seja administrando ou atuando nos projetos, ele deve considerar o valor do seu trabalho na hora de contabilizar os custos.

Vejamos a um exemplo:

Imagine uma empresa que faça estruturas em concreto. Esta empresa tem dois sócios: o Luiz e o Alberto. O Luiz apenas acompanha o negócio de longe, pois investe regularmente na empresa mas não trabalha nela. O Alberto, além de ser sócio, é também o engenheiro responsável por projetar as estruturas.

Apesar de trabalhar no projeto, o Alberto diz: Eu não tenho salário. Faço retirada quando dá, quando não dá não recebo nada.

Muito bem, já que o Alberto não tem salário, então, um orçamento de uma obra feita por esta empresa poderia ser parecido com este:

Para ter lucro com o projeto, Alberto coloca uma “gordura” em cada item. O esperado é que, se tudo correr bem, os custos estarão dentro do previsto. Note que, neste orçamento, o projetista custará R$ 0,00, já que o Alberto não contabiliza o próprio salário.

A vida real

Depois de realizar o projeto e fazer a contabilidade dos custos do projeto, Alberto teve a seguinte informação:

Bem, se a Estruturas em Concreto Ltda cobrou R$16.200,00 e o total de custos foi R$15.497,50, então:

R$ 702,50 é o lucro que sobrou para Alberto, certo?

Errado! Mesmo Alberto tendo trabalhado no projeto, este é o dinheiro que sobrou para a Estruturas em Concreto Ltda reinvestir na empresa e dividir entre os seus 2 sócios.

“Xiiii, mas aí não vai sobrar quase nada!”, você poderia dizer. Pois é, não vai sobrar quase nada. Mas poderia ser pior.

Cenário pessimista

Imagine se Alberto, o sócio, ficasse doente e a Estruturas em Concreto Ltda precisasse contratar às pressas um engenheiro projetista, com salário de mercado de R$ 5000,00.

Bem, se a Estruturas em Concreto Ltda cobrou R$16.200,00 e o total de custos foi R$21.497,50, então:

O resultado seria um prejuízo de R$ 4297,50 para o projeto e, se a empresa não tiver um fluxo de caixa saudável para arcar com isso, pode ser o princípio do fim.

Se a Estruturas em Concreto Ltda tivesse um pró-labore definido para o Alberto, este custo já estaria incluído no orçamento do projeto e essa eventualidade não traria problemas.

Como definir um pró-labore?

Você pode começar seguindo estes 4 passos:

  1. Defina quais são as atividades que o sócio realiza na empresa
  2. Faça uma pesquisa para saber qual é a média de salário de um profissional que realize as mesmas atividades do sócio
  3. Defina o valor do pró-labore do sócio baseado na média de salário do mercado
  4. Considere pagar este valor todo mês, como um salário de outro funcionário qualquer.

O assunto é SERÍSSIMO . Sem um pró-labore definido pode ser impossível saber os custos reais da empresa e consequentemente se ela teve lucro ou prejuízo. Por isso, sócio, pare de se arriscar e defina um pró-labore agora!

Escrito por 

 

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