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Proteja seus Pets de Pulgas e Carrapatos

Proteja seus Pets de Pulgas e Carrapatos
20 de fevereiro de 2018 Pharmaceutical Consultoria

Cães e gatos estão cada dia mais inseridos no ambiente doméstico, portanto, é de fundamental importância tratar e controlar qualquer agente patogênico que possa ser transmitido por esses animais para garantir uma convivência saudável. As opções de manejo disponíveis na manipulação mostram-se eficazes e com um mínimo de danos, sendo uma alternativa às formas de tratamento convencional.

 

Pulgas

As Pulgas são ectoparasitas amplamente difundidos em todo mundo e vetores de várias patologias animais. Essa ampla distribuição geográfica é facilitada pelo transporte do seu principal hospedeiro, o cão doméstico. Apresentam interesse médico por estarem associados à transmissão de agentes patogênicos aos seus hospedeiros à população humana. Com nome científico Ctenocephalides sp, a pulga é um artrópode hematófago (que se alimenta de sangue) de tamanho pequeno, desprovido de asas, coloração castanho-escura e três pares de patas, sendo o último adaptado para saltos. Sua saliva possui uma ação anticoagulante, o que provoca irritação e prurido no hospedeiro durante a alimentação do parasita.

É muito comum esse agente provocar dermatites alérgicas, deficiência de ferro e anemia, causam, ainda, graves danos devido à injúria provocada pela picada e espoliação de sangue durante o repasto.

Pulgas são vetores de bactérias, protozoários e helmintos, organismos simbióticos que podem representar um potencial risco para a saúde humana.

Gatos, por exemplo, são reservatórios da bactériabartonellasp, sendo que as pulgas atuam como principal transmissor; essa espécie provoca a doença da arranhadura do gato (DAG), a qual pode apresentar duas manifestações clínicas: DAG típica caracterizada por linfoadenopatia e DAG atípica, quando ocorrem numerosas manifestações extranodais envolvendo órgãos.

 

Carrapatos

Assim como a pulga, o carrapato é também um artrópode ectoparasita hematófago transmissor de doenças. Dentre as diversas espécies, a mais difundida é o Rhipicephalus sanguineus. O aparelho bucal do carrapato penetra profundamente na pele do hospedeiro, provocando laceração dos tecidos e vasos sanguíneos e inoculação de patógenos por meio da saliva.

Os cães são os hospedeiros naturais desses ácaros e dessa forma responsáveis na epidemiologia de certas zoonoses, dentre elas o próprio parasitismo humano por R.sanguineus, a erliquiose, causada pela bactéria Erlichia sp,de sintomatologia composta por febre, mialgia e fraqueza e, ainda, a febre maculosa, cujo agente patogênico é a bactéria Rickettsia rickettsii, a qual apresenta sintomas de febre com dano vascular associado.

Esse ácaro possui uma capacidade extraordinária de atuar como vetor de doenças, pois é hematófago em todas as fases evolutivas, tem fixação profunda no hospedeiro, o que dificulta sua remoção, ingurgitamento lento, facilitando a inoculação de patógenos e adaptação a diferentes hospedeiros.

 

O tratamento desses ectoparasitas em cães e gatos pode ser realizado de forma isolada, através de fármacos que atuam como agonistas dos receptores nicotínicos dos ácaros, bloqueando a transmissão colinérgica e interrompendo a transmissão nervosa normal dos parasitas resultando em paralisia e morte. Associado, pode-se utilizar anti-inflamatórios para o tratamento das dermatites locais provocadas pelas picadas. Há a opção do uso de coleiras antipulgas, um método menos invasivo para deixar os pets longe de problemas com pulgas ou carrapatos. Esses acessórios possuem características químicas e tóxicas contra os parasitas apenas, cujo conteúdo é espalhado de acordo com o movimento dos animais o que leva a uma proteção por inteiro. Existem, ainda, shampoos e loções à base de permetrina. Entretanto, alguns animais podem apresentar alergias a esses componentes.

Dessa forma, infere-se que as doenças disseminadas por vetores caninos e felinos correspondem a uma questão complexa de saúde pública, uma vez que afetam tanto os animais quanto os seres humanos.

Além das alternativas tradicionais, há uma busca por produtos com menos efeitos adversos e menor impacto no meio ambiente. Extratos de plantas e óleos essenciais apresentam potencial efeito repelente, além de possuírem propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias. São encontrados em formulações como shampoos, produtos dermatológicos e sprays inseticidas.

 

Shampoos

No que tange a alternativas tópicas, o shampoo higienizador antiprurido, elaborado com extratos de calêndula e aveia e mostra-se eficaz na redução dos sintomas e irritação da pele. Associado ao shampoo, o condicionador com óleo de neen e cânfora tem ação inseticida o qual interrompe o ciclo evolutivo dos carrapatos Rhipicephalus sanguineus, reduzindo a taxa de eclosão dos ovos.

 

 

Óleo de Melaleuca

O óleo de malaleuca tem ação anti-inflamatória e antimicrobiana, utilizado em loções previne a dermatite alérgica causada por pulgas, pois tem ação repelente sobre esses insetos. Mostra-se como alternativa segura e rápida no tratamento da dermatite canina localizada associada a prurido.

 

 

 

Formulações em Spray

As formulações em spray contém substâncias como: a capsaicina que depleta os neuropeptídeos responsáveis pela condução da dor nos nervos cutâneos, o que resulta em alívio nos sintomas; spray com óleos essenciais de lavanda cujo ação calmante e antisséptica auxilia no tratamento das feridas; óleo de capim-limão que possui propriedades antiparasitárias; óleo essencial de cedro com atividade antimicrobiana e repelente. Além dos óleos, a hidrocortisona, um anti-inflamatório esteroidal com efeito antipruriginoso potente e rápido, é utilizada em formulações tópicas e provoca menos efeitos adversos.

 

 

 

Além das formas tópicas de tratamento, há opções de uso oral, como o biscoito rico em vitamina A, C, E, zinco e ômega 3 e 6, atuando no recrescimento piloso e reduzindo a concentração de mediadores inflamatórios, prevenindo a dermatite de recorrência, alfarroba crunchy cookies com lufenuron, composto que age como inibidor do crescimento dos insetos por impedir a deposição e polimerização da quitina, principal componente do exoesqueleto dos artrópodes, sem prejuízos aos animais.

A aplicação de soluções também é indicada no combate a ectoparasitas, dentre elas o fipronil, inseticida de amplo espectro que danifica o sistema nervoso central dos insetos levando-os à morte.